... A caminho da Segurança Social.
Bem, não fui até lá fisicamente mas considerei que já que o site das Finanças trabalha tão bem, porque não arriscar e tentar descobrir por via virtual o estado da minha situação ou situação do meu estado perante essa besta que é a SS. Sim, e para quem tem boa memória ou prestou atenção às aulas de história, SS era aquela organizaçãozinha que controlava os campos de concentração lá na horrível Alemanha nazista. Sendo politicamente correcta, neste país que é Portugal, SS é a abreviatura de Segurança Social e para mim, é tragicamente uma organização que controla os fracos e oprimidos, desempregados-que-não-são-desempregados-mas-também-não-sabem-qual-o-seu-estatuto-já-que-não-entram-nas-contas-do-estado-excepto-para-pagar-as-contribuições-da-SS-sem-ter-nada-em-troca.
E pronto, lá vou eu. Primeiro pedi a palavra-chave, recebi uma mensagem que dentro de dias, pelo tradicional correio iria ter acesso à dita cuja. Assim que chegou o envelope mágico liguei o PC e invadi a SS Directa, que é uma maneira mais simplex de conseguir obter uma coisinha má. Erro meu. Estupida. A pensar que no site da SS iria consultar o meu panorama. Ora, já que clico na barra lateral do estado das contribuições e dizem que não tenho acesso a esta área, penso, olha afinal tenho tudo em ordem.
Mas, não vá o diabo tecê-las, liguei para o numerozeco que aparece no site. Ao fim de 12m33s atendeu-me a Simpatia. Não estou a satirizar, era de facto, uma voz simpática do outro lado do telefone. Expliquei-lhe o que pretendia saber, neste caso, se possuo alguma dívida perante a SS e o montante e ainda o como para poder pagar caso fosse o caso. O raio da cachopa deixou-me de novo à espera depois de 4000 perguntas de confirmação de que seria mesmo eu ao telefone (e pelo andar da tecnologia daqui a uns tempos temos um confirmador de voz), para me trazer a exelente notícia de que... Não podia facultar essa notícia ao telefone e como tal teria que me deslocar pessoalmente à SS.
Como não tenho gosto em me enfiar naquele campo de concentração que me parte o coração, tenho duas saídas. Ou vou de manhã ou vou à tarde, com um saldo bancário disponível para pagar a contribuição de ser jovem-licenciada-activa-há-quase-quatro-anos-sem-nunca-ter-sido-empregada-com-a-adicção-de-juros-de-mora-já-que-faltou-ao-pagamento-de-um-simples-mês-por-falta-de-verba.
Simplex é a minha conta bancária e perspectivas para emprego. Complicadex são as medidas do Governo que não dão folga a quem merece.
Sexta-feira
Quarta-feira
Sexta-feira
Cigana
'Cause I'm a gypsy
Are you coming with me?
I might steal your clothes
And wear them if they fit me
I never made agreements
Just like a gypsy
And I won't back down
'Cause life's already bit me
And I won't cry
I'm too young to die
If you're gonna quit me
'Cause I'm a gypsy*
*by Shakira
Are you coming with me?
I might steal your clothes
And wear them if they fit me
I never made agreements
Just like a gypsy
And I won't back down
'Cause life's already bit me
And I won't cry
I'm too young to die
If you're gonna quit me
'Cause I'm a gypsy*
*by Shakira
Quarta-feira
Moda curiosa
O último incidente que me deixou boquiaberta deve-se a uma jovem universitária de S. Paulo, Brasil, que singelamente usou num dia de aulas comum, uma bruta mini saia cor-de-rosa choque. Para meu espanto, porque considero o nosso país irmão pioneiro nessas amostragens de carne fresca, os alunos revoltaram-se e a pobre coitada teve que sair do complexo universitário escoltada pela polícia e pior, tapada por um casacão branco que escondia os conteúdos físicos. As pernas, quero eu dizer, pernas!
Ora, se não estou em erro, é igualmente nesta nossa ex-colónia que não se pode fazer topless. Percebo, o cancro é uma doença que necessita de toda a prevenção possível. Até aqui, até um babuíno defende a causa. Mas, pelo que também sei e é facto constatado que nesse mesmo país, cujas praias detêm uma beleza inigualável, se esbanjam corpos 'sarados', entre fio-dentais e 'sungas'. Ouvi ainda dizer, que lá, o que por muitos é considerado promiscuidade, os meninos e as meninas ficam, vão ficando... Traduzindo para um português perceptível, trocam, com bastante frequência, fluidos corporais. É neste lugar tão liberal, livre e progressivo que se dão tamanhas atrocidades.
Agora, num senso de justiça, pergunto-me se poderíamos aplicar à jovem universitária o princípio bíblico de Madalena: quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Quer o que esteja por detrás desta mini saia tão exuberante, alguém merece ser discriminado desta forma? Quem nunca pôs (e esta questão também se aplica aos homens que se mascaram de mulher no Carnaval) uma boa pernoca de fora? Eu não prescindo do meu belíssimo cinto, perdão, mini saia e muito menos, Mary Quant que nesta altura do campeonato bateu botas porque nem na sua era mais revolucionária, esta peça de indumentária, teve direito a tanto rebuliço.
Com isto, aproveito para dizer que a jovem universitária, seus leigos, estava a fazer um grande favor à humanidade ao apresentar-se com roupa tão reduzida: a combater o aquecimento global. Prova disso, fica aqui um vídeo que provavelmente vai ser banido pelo povo brasileiro, devido a conteúdo impróprio: pernas à mostra.
Já agora, juntem-se à causa. Vale a pena! Strip pelo Aquecimento Global
Ora, se não estou em erro, é igualmente nesta nossa ex-colónia que não se pode fazer topless. Percebo, o cancro é uma doença que necessita de toda a prevenção possível. Até aqui, até um babuíno defende a causa. Mas, pelo que também sei e é facto constatado que nesse mesmo país, cujas praias detêm uma beleza inigualável, se esbanjam corpos 'sarados', entre fio-dentais e 'sungas'. Ouvi ainda dizer, que lá, o que por muitos é considerado promiscuidade, os meninos e as meninas ficam, vão ficando... Traduzindo para um português perceptível, trocam, com bastante frequência, fluidos corporais. É neste lugar tão liberal, livre e progressivo que se dão tamanhas atrocidades.
Agora, num senso de justiça, pergunto-me se poderíamos aplicar à jovem universitária o princípio bíblico de Madalena: quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Quer o que esteja por detrás desta mini saia tão exuberante, alguém merece ser discriminado desta forma? Quem nunca pôs (e esta questão também se aplica aos homens que se mascaram de mulher no Carnaval) uma boa pernoca de fora? Eu não prescindo do meu belíssimo cinto, perdão, mini saia e muito menos, Mary Quant que nesta altura do campeonato bateu botas porque nem na sua era mais revolucionária, esta peça de indumentária, teve direito a tanto rebuliço.
Com isto, aproveito para dizer que a jovem universitária, seus leigos, estava a fazer um grande favor à humanidade ao apresentar-se com roupa tão reduzida: a combater o aquecimento global. Prova disso, fica aqui um vídeo que provavelmente vai ser banido pelo povo brasileiro, devido a conteúdo impróprio: pernas à mostra.
Já agora, juntem-se à causa. Vale a pena! Strip pelo Aquecimento Global
Lambidela de selo
Vocês às vezes, às vezes não, a maioria das vezes estão a léguas pela maneira como nos tratam. Pensam estar a agir bem e quando dão conta, já nos atropelaram com verbos e acções que nos quebram, aos poucos, cá dentro...
Ficamos sentidas com facilidade, não fossemos nós mulheres. Procuramos um pouco de atenção, nem sempre é para nada de outro mundo, é simplesmente falar e fazer-nos sentir importantes. Isso envaidece-nos. Mas não. Há sempre um outro tema presente, mais saliente no vosso pequeno cérebro que não sabe ser multifacetado quando queremos.
E nós, aqui estamos, quietas, a quebrar mais um bocadinho porque não nos entenderam. Somos assim tão diferentes? Temos mundos assim tão distintos?
Confesso. Estou sentida. Só queria falar um pouco e quando dou por mim sou despachada feito selo dos CTT. Toma lá uma lambidela e põe-te a milhas.
E eu lá voo, para outra morada.
Ficamos sentidas com facilidade, não fossemos nós mulheres. Procuramos um pouco de atenção, nem sempre é para nada de outro mundo, é simplesmente falar e fazer-nos sentir importantes. Isso envaidece-nos. Mas não. Há sempre um outro tema presente, mais saliente no vosso pequeno cérebro que não sabe ser multifacetado quando queremos.
E nós, aqui estamos, quietas, a quebrar mais um bocadinho porque não nos entenderam. Somos assim tão diferentes? Temos mundos assim tão distintos?
Confesso. Estou sentida. Só queria falar um pouco e quando dou por mim sou despachada feito selo dos CTT. Toma lá uma lambidela e põe-te a milhas.
E eu lá voo, para outra morada.
Terça-feira
Sonoridades
Enquanto, no silêncio da noite, estou a escrever os meus artigos The Weepies fazem-me companhia.
Etiquetas:
sonoridades
Segunda-feira
Quinta-feira
Sem motivo, sem sentido
É surreal ficar nervosa sem motivo. É surreal sentir o coração aos pulos sem motivo. É surreal importar-me contigo. Enquanto penso nestas predisposições, molho os lábios e mordisco-os numa tentativa de te seduzir. Mas, repito, é surreal.
Pareço um ioiô. Tenho-te na cabeça umas 3547 vezes ao dia sem motivo. Não fosse eu a aproximação mais perfeita do racional. Tudo sem motivo mas eu preciso de uma justificação. Coisas subjectivas, coisas sem sentido não encaixam no meu perfil.
Não me atrevo atirar de cabeça sem medir consequências. Sou analítica. Racionalizo cada instante. Não faço nada sem saber o objectivo ao pormenor. Atinjo o ponto concreto deste possível incerto. E tu, inconscientemente dás-me a volta. Dou por mim a navegar fora do browser, sem teclado ou ecrã.
Aproveito para beber mais um pouco sem controlo. Liberto o cabelo do elástico. Os meus fios deslizam pelas costas e sinto uma ligeira brisa a subir pela minha blusa. Se me soltar mais, talvez aí consiga chegar a uma conclusão. Escorrego a mão pelo copo, ainda humedecido pelo vinho branco. Sinto os seus contornos. Ganho coragem, ergo a cabeça, olho-te nos olhos e vou.
Pareço um ioiô. Tenho-te na cabeça umas 3547 vezes ao dia sem motivo. Não fosse eu a aproximação mais perfeita do racional. Tudo sem motivo mas eu preciso de uma justificação. Coisas subjectivas, coisas sem sentido não encaixam no meu perfil.
Não me atrevo atirar de cabeça sem medir consequências. Sou analítica. Racionalizo cada instante. Não faço nada sem saber o objectivo ao pormenor. Atinjo o ponto concreto deste possível incerto. E tu, inconscientemente dás-me a volta. Dou por mim a navegar fora do browser, sem teclado ou ecrã.
Aproveito para beber mais um pouco sem controlo. Liberto o cabelo do elástico. Os meus fios deslizam pelas costas e sinto uma ligeira brisa a subir pela minha blusa. Se me soltar mais, talvez aí consiga chegar a uma conclusão. Escorrego a mão pelo copo, ainda humedecido pelo vinho branco. Sinto os seus contornos. Ganho coragem, ergo a cabeça, olho-te nos olhos e vou.
Terça-feira
Há coisas do diabo
Eu e as minhas leituras habituais. Ou melhor: eu e o meu hábito de ler notícias online.
Por vezes, dá nisto "Beautifulpeople.com Rede Social onde os feios não entram."
Fiquei atónita com a franqueza do homem, o tal de Hintze, fundador desta relíquia, que é visto como um deus grego lá para os lados da estética de Hollywood. Ele considera pertinente existir uma espécie de Facebook sem "selvas de hipopótamos e bodes."
E eu, claro está, acho pertinente partilhar isto com o mundo.
Por vezes, dá nisto "Beautifulpeople.com Rede Social onde os feios não entram."
Fiquei atónita com a franqueza do homem, o tal de Hintze, fundador desta relíquia, que é visto como um deus grego lá para os lados da estética de Hollywood. Ele considera pertinente existir uma espécie de Facebook sem "selvas de hipopótamos e bodes."
E eu, claro está, acho pertinente partilhar isto com o mundo.
Segunda-feira
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